sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Post-Scriptum - Oresteia

Por ti

Εγώ για το χατήρι σου τρεις βάρδιες είχα κάνει
Είχα το ήλιο στα βουνά και τον αητό στους κάμπους
Και τον βοριά τον δροσερό τον είχα στα καράβια
Μα ο ήλιος εβασίλεψε κι αητός αποκοιμήθη
Και τον βοριά τον δροσερό τον πήραν τα καράβια
Κι έτσι του δόθηκε ο καιρός του χάρου και σε πήρε.

[Por ti, tinha posto três vigias
Tinha o Sol na montanha e a águia nos campos
E o vento frio do norte eu tinha nos navios.
Mas o Sol caiu e a águia adormeceu
E o vento frio do norte foi levado pelos navios
E assim foi dado tempo à morte e ela levou-te.]

Canção tradicional helénica

‘Cause there’s only one light that can guide you home

Flores do Oriente

Velho Mestre

 

 É mortal este agosto - o seu ardor
sobe os degraus todos da noite,
não me deixa dormir.
Abro o livro sempre à mão
na súplica de Príamo - mas quando
o impetuoso Aquiles ordena ao velho
rei que não lhe atormente mais
o coração, paro de ler.
A manhã tardava. Como dormir
à sombra atormentada
de um velho no limiar da morte?,
ou com as lágrimas de Aquiles,
na alma, pelo amigo
a quem dera há pouco sepultura?
Como dormir às portas da velhice
com esse peso sobre o coração?

Eugénio de Andrade

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Preparativos

E agora que Cristo nasceu, podemos, finalmente, começar a tirar as medidas para a cruz.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A Canção das Canções


“King Solomon’s ‘Song of Songs’, one of the most heart-felt and expressive love poems ever written, resonates over two millennia as a work of beauty, fascination and inspiration for all peoples. From first-century Palestine, when the ‘Song of Songs’ was sung in taverns, to the Middle Ages, when the work was a subject of liturgy for monks and nuns, the poem’s capability to transcend from sensual to spiritual and back, without losing its essential character, purity and beauty, is something that captures the imagination. “A voyage through language, life and love, King Solomon's masterpiece has journeyed from its Hebrew origins, across ancient languages no longer spoken, to the languages of our time. Music, timeless as it is and receptive to every emotion, feeling and thought; is the Language of Languages I am speaking through my compositional interpretation of the great ‘Song of Songs’. 

Aleksandar Kostić

Por muito aborrecida que seja, a Gramática tem alguns encantos. Há um par de versos nos Amores de Ovídio... ad mea formosos vultus adhibete, puellae, carmina, purpureus quae mihi dictat Amor!... sabeis?... as canções são lugares, lugares para onde as raparigas de Ovídio... e os nossos espíritos... se inclinam... é a voz dá vida a tudo... é uma pena que tantos escrevam e leiam e tão poucos cantem. Os textos estão todos mortos, mas posso estar enganado, como é costume.

Aqueles olhos pretos dela

O Templo das Cerejeiras

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Um Cristo do bairro, que sabe como é a neve

"Ήρθες εδώ για να παίξεις τον Ιησού;"

Fé, Amor, Erotismo, Morte, Perda... toca-me em particular a oração final, por entre o cansaço do álcool e da cocaína desses tempos, hear me call, Lord, hear me knocking at your door. escutamos isto desde Homero, de Oriente a Ocidente. Aqui, é o mesmo entusiasmo, mas com amplificadores e microfones, que é assim que os rapsodos e apóstolos do nosso tempo se fazem ouvir.
Agora que estamos na época de celebrar o nascimento do Cristo, não estou certo de que Ele tenha entrado (ou entrada) em minha casa, que me tenha sarado o coração ou o espírito, assim de como não estou certo de ter compreendido a doença, o caminho para a morte, não sei se Ele me ouviu ou me quer ouvir.

Casa

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Hávamál

Cattle diekindred die,
Every man is mortal: 
But the good name never dies, 
Of one who has done well.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

You're gonna make me lonesome when you go

I’ve seen love go by my door
It’s never been this close before
Never been so easy or so slow
Been shooting in the dark too long
When somethin’s not right it’s wrong
Yer gonna make me lonesome when you go

Dragon clouds so high above
I’ve only known careless love
It’s always hit me from below
This time around it’s more correct
Right on target, so direct
Yer gonna make me lonesome when you go

Purple clover, Queen Anne’s Lace
Crimson hair across your face
You could make me cry if you don’t know
Can’t remember what I was thinkin’ of
You might be spoilin’ me too much, love
Yer gonna make me lonesome when you go

Flowers on the hillside, bloomin’ crazy
Crickets talkin’ back and forth in rhyme
Blue river runnin’ slow and lazy
I could stay with you forever and never realize the time

Situations have ended sad
Relationships have all been bad
Mine’ve been like Verlaine’s and Rimbaud
But there’s no way I can compare
All those scenes to this affair
Yer gonna make me lonesome when you go

Yer gonna make me wonder what I’m doin’
Stayin’ far behind without you
Yer gonna make me wonder what I’m sayin’
Yer gonna make me give myself a good talkin’ to

I’ll look for you in old Honolulu
San Francisco, Ashtabula
Yer gonna have to leave me now, I know
But I’ll see you in the sky above
In the tall grass, in the ones I love
Yer gonna make me lonesome when you go

Bob Dylan

«I think the blue sky goes forever»

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ιδού!


Ιδού ο Νυμφίος έρχεται εν τω μέσω της νυκτός· και μακάριος ο δούλος, όν ευρήσει γρηγορούντα· ανάξιος δε πάλιν, όν ευρήσει ραθυμούντα. Βλέπε ουν ψυχή μου, μη τω ύπνω κατενεχθής, ίνα μη τω θανάτω παραδοθής, και της Βασιλείας έξω κλεισθής· αλλά ανάνηψον κράζουσα· Άγιος, Άγιος, Άγιος ει ο Θεός, διά της Θεοτόκου, ελέησον ημάς.

sábado, 3 de dezembro de 2016