segunda-feira, 15 de maio de 2017

Glória aos céus

É hora de exultar. Ao que parece, apareceu para aí um filósofo (?) francês (?) a garantir que Jesus nunca existiu. Eu que tenho de o aturar no Sporting, discordo, mas que importa? Uma breve expedição pela Internet portuguesa traz à superfície uma claridade que só da razão mais desenvolvida pode nascer. Não fazia a mínima ideia de que havia tanto aborígene lusitano especialista em grego (pensava que era costume desistirem quando se chega aos dialectos), Latim e hebraico (bíblico, com certeza), com acesso privilegiado às fontes da história, da teologia, da filosofia, da matemática,  etc. Tanta gente que podia, se a imprensa inglesa ou francesa lhes desse tempo para tanto, traduzir um passo ou outro de Nono de Panópolis, um tratado científico ali das horas bizantinas, sei lá, tanta coisa simples para quem sabe tanto.

(Não acredito que se tratem de grunhidos saídos do analfabetário nacional. Isso até seria ofensivo. Longe de mim, que eu sou cristão, mas sei ver as coisas, e tudo isto não é apenas um daqueles peidos com que os idiotas do costume se excitam. Não. É uma coisa séria.  )

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